Saiba como funciona a solicitação ao SUS, a cirurgia e recuperação.
A septoplastia é a cirurgia utilizada para deixar o septo de
forma reta. Atualmente, uma das cirurgias mais realizadas no mundo, seja
esteticamente, ou para resolver problemas respiratórios.
![]() |
| Causas e Tratamento para desvio de septo. |
O Assistente Administrativo do PAM (Policlínica Central de Itajaí), Enio
Muller, diz que na maioria dos casos o paciente é encaminhado a um especialista
por um clínico, quando este possui um grau elevado de dificuldade respiratória.
Mas são poucas às vezes que a cirurgia ocorre em Itajaí.
Audio complementar do Assistente Enio Muller.mp3
Geralmente, os médicos encaminham casos mais complicados para Florianópolis, onde além da estrutura ser mais adequada, é mais fácil conseguir realiza-la pelo SUS. Já correções simples são feitas em Itajaí, depois de agendado no controle de avaliação da Secretária de Saúde do Município. Pelo SUS, a espera pode chegar a dois anos.
Geralmente, os médicos encaminham casos mais complicados para Florianópolis, onde além da estrutura ser mais adequada, é mais fácil conseguir realiza-la pelo SUS. Já correções simples são feitas em Itajaí, depois de agendado no controle de avaliação da Secretária de Saúde do Município. Pelo SUS, a espera pode chegar a dois anos.
O médico da PAM, Daniel Mendes, diz que o septo nasal é a
estrutura que divide o nosso nariz em dois lados. Já com o desvio, a pessoa
nota que uma narina está sempre entupida, ou fechada. Associamos esse desvio ao
aumento das conchas nasais, que estando tortas podem atrapalhar a passagem de
ar. O tratamento é feito através de um procedimento cirúrgico.
Para a acadêmica de Jornalismo da UNIVALI, Beatriz Ferreira, de 21 anos,
a oportunidade de fazer a cirurgia chegou como uma benção. Beatriz sofre de
problemas respiratórios desde criança, resultados de uma carne esponjosa em seu
septo. Seus pais, na época, faziam inalação para ajuda-la a respirar melhor.
Quando a levaram em sua primeira consulta, o médico lhes disse que não era
preciso fazer a cirurgia, porque a tendência da carne esponjosa era diminuir
com o tempo. Infelizmente, estava errado. Em 2014, aos 19 anos, decidiu
trata-la, já que as dificuldades para respirar ficavam cada vez mais intensas,
principalmente na hora de dormir, ou quando ficava resfriada. Consultou um
médico, fez alguns exames de sangue para verificar se tinha alergias e se
estava tudo bem com seu corpo, e depois de quinze dias da primeira visita, o
médico autorizou a cirurgia.
Após a cirurgia, Beatriz ficou um dia internada para se recuperar, e
mais quinze dias com a atadura no nariz, para que os pontos se fechassem
corretamente. Durante este período, era possível respirar apenas pela boca. “A
sensação era horrível, porque eu precisava comer e respirar pela boca ao mesmo
tempo, e só podia dormir com ela aberta também. Tinha a sensação de estar me
afogando. Precisei tomar remédio para a dor, porque logo no inicio a região
estava bem dolorida.” Comenta Beatriz.
Após os quinze dias de desconforto finalmente voltou ao médico. Ele
retirou o curativo e os Splints nasais que haviam sido colocados para firmar o
septo. “Respirar pelo nariz depois de duas semanas usando só a boca foi uma
sensação engraçada, mas reconfortante.”
Os pontos permaneceram por mais um mês, onde ela consultou cinco vezes
para verificar se estava tudo certo e limpar a região com antisséptico. Depois
de retirá-los, sobrou apenas uma cicatriz na borda do nariz - imperceptível aos
olhos de quem a vê, mas que a incomoda – e o sangramento, que ainda ocorre de
vez em quando, principalmente se está muito frio. Ainda há uma pequena
dificuldade para respirar na narina esquerda quando está resfriada e o risco da
carne voltar a crescer, já que é um processo progressivo. Mas Beatriz se sente
satisfeita com a cirurgia, pois sua qualidade de vida melhorou muito após
fazê-la.
Já para o Designer Gráfico e Publicitário Felipe Lenon, de 26 anos, a
razão de sua cirurgia fora outra. Quando cursava a oitava série do ensino fundamental,
as crianças ao seu redor o caçoavam muito por causa do tamanho de seu nariz.
Após anos e anos de bullying, o próprio Felipe criou aversão a esta parte de
seu rosto. Decidiu na adolescência que, assim que tivesse condições
financeiras, faria uma cirurgia plástica para corrigir este “defeito”.
“O tempo foi passando e cada vez que eu me olhava no espelho, eu tinha
mais certeza de que aquele não era o rosto que eu queria ter. Minhas
habilidades com edição de fotografia me conduziram a fazer algumas alterações
nas fotos que eu publicava nas redes sociais, logicamente o nariz era algo que
eu sempre mexia, mas os espelhos não mentiam e eu não conseguia usar photoshop
nos meus reflexos.” Diz Felipe. Por muito tempo, Cirurgia plástica, cirurgia de
nariz e rinoplastia eram os tópicos mais pesquisados por ele na internet. Assim
como seus preços e possibilidades. Corrigir seu nariz virou uma obsessão, mesmo
que seus amigos e familiares lhe dissessem que era bonito daquele jeito.
Aos 24 anos fez sua primeira consulta com um cirurgião plástico e pouco
mais de um ano depois, estava fazendo as cirurgias. “Além
da rinoplastia, eu fiz a septoplastia, que era uma cirurgia obrigatória por conta do
meu desvio de septo, algo que, segundo meu cirurgião plástico, dificultava a
minha respiração, mas honestamente, não percebi muita diferença.” Atualmente,
Felipe, às vezes, pensa sobre a plástica e se impressiona em como algumas brincadeiras de mau gosto na
infância puderam ter se tornado um problema tão sério para ele, que chegava a
manter certa distância física das pessoas, para que estas não percebessem o
tamanho de seu nariz.
![]() |
| Felipe após as cirurgias de Rinoplastia e Septoplastia. |


